Simplicidade

“He who would travel happily must travel light.” – Antoine de St.

Estamos em Buenos Aires, em casa do Ricardo. Estávamos ansiosos por chegar cá, pelas razões óbvias, e pelas razões menos óbvias: precisávamos muito de tirar peso das mochilas e este era o sitio ideial. Voltamos a tirar tudo das mochilas, rever tudo o que tinhamos, e a despachar mais uma série de coisas que achamos cada vez mais que não vão ser de forma nenhuma necessárias, ou são, pelo menos, dispensáveis.

Cada vez mais tenho a certeza que, ao contrário do que pensava, não há forma de uma pessoa se preparar para uma viagem destas, a não ser a viagem em si. Por mais simples que a nossa vida “em casa” possa ser, nada nos prepara para a simplicidade que uma viagem destas exige. Experimentem colocar numa mochila tudo o que achariam necessário levar para uma viagem de 7 meses e vão perceber: viajar, na sua própria natureza, exige simplicidade! E essa simplicidade, com o tempo, faz-nos questionar a necessidade de ter tanta coisa em primeiro lugar.

“Travel can be a kind of monasticism on the move: On the road, we often live more simply, with no more possessions than we can carry, and surrendering ourselves to chance” – Pico Ayer

Joásio

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