Percurso pela Serra da Estrela

Seja inverno, seja verão, a Estrela é encantadora! No inverno temos a neve, claro, e no verão as lagoas e os lagos, fresquinhos, mas bons para uns mergulhos! Mas este percurso de que vos vamos falar adapta-se a qualquer altura do ano 🙂

Neste caso, o nosso passeio, foi em meados de Fevereiro, com muita neve, mas com a sorte de uns bons dias de sol! Fizemos um percurso de dois dias, uma noite, que achamos perfeito para uma fuga de fim de semana!!!

Como somos do Norte entramos para a Serra por Seia, como fomos um pouco preguiçosos e acordamos tarde, nem paramos e fomos directos a Sabugueiro. Sabugueiro é a aldeia mais alta de Portugal, pelo menos é o que lá diz, e deve ser verdade. É paragem obrigatória para quem quer comprar um bocadinho de queijo e umas chouriças para aquecer o corpo antes de subir para a neve, ou para quem quer ver os cãezinhos da Serra, filhotes, que as pessoas têm à venda em gaiolas junto à estrada.

Depois de Sabugueiro, mais uns 15 minutos, começam a aparecer as primeiras lagoas e a primeira é a Lagoa do Covão do Curral. A paisagem é incrível, o Sol estavam bem quente, e foi a nossa paragem para almoçar as sandes que tínhamos trazido!

Lagoa do Covão do Curral

Mais uns minutos a subir e vão ver um grande muro a aparecer à vossa esquerda, a Barragem da Lagoa Comprida. Vale a pena parar e tirar umas fotos 🙂

Lagoa Comprida

Agora daqui à Torre é um tirinho! Como quando fomos estava mesmo muita gente, paramos umas vezes mas não fomos mesmo até lá acima, mas a neve era tanta que nem foi preciso!

Estava o dia ideal para levar uns trenós e dar uns valentes malhos na neve 🙂

Apanhamos um bocado de transito a subir até à rotunda , já quase a chegar à Torre, que nos ia levar a Manteigas, mais um ponto de referencia da Estrela. Mas não faz mal, porque a paisagem era tão incrível que nos apetecia parar em cada 5 minutos!

Aa seguirem esta estrada na direcção de Manteigas vão passar por uma das paisagens mais deslumbrantes de Portugal – O VALE GLACIAR DO RIO ZÊZERE

Vale Glaciar do Zêzere

Durante este percurso, outra paragem obrigatória é o Covão D’Ametade. Escondido no meio das árvores fica esta pequena maravilha, onde o Rio Zêzere começa a ganhar forma, depois de nascer na Serra junto à Torre!

Estava já muito frio, mas alguns corajosos estavam a montar aqui as suas tendas para passar a noite. No Verão este lugar deve ser um paraíso!

Covão D’Ametade

Daqui, descemos até Manteigas, e, com pressa para ainda ir a tempo de ver o por-do-sol, subimos até aquela que foi a Lagoa que mais nos impressionou: Lagoa do Vale do Rossim! Acho que as fotos falam por si, mas este lugar tem um encanto especial, e o por-do-sol pintou a paisagem dumas cores inesquecíveis 🙂

    

Lagoa do Vale do Rossim

Ficamos aqui a dormir, no Vale do Rossim Eco Resort, nuns pequenos “igloos” a que eles chamam yurts! Mas antes disso, já durante a noite, e por uma estrada bem escura e pouco utilizada (o que nos levou a ver duas pequenas raposas!) voltamos até Sabugueiro onde fomos jantar. Sem saber bem onde entrar, escolhemos um pouco à sorte mas, com muita sorte, escolhemos muito bem – jantamos no Restaurante Martins.

O Vale do Rossim Eco Resort é um espaço grande, com vários yurts, que funciona como parque de campismo e Hotel, sendo que os yurts sãos os quartos. Os yurts são super confortáveis, com cama, banheira, casa de banho e, melhor que tudo, uma pequena lareira só para nós 🙂

  

O pequeno almoço foi incrível, mesmo como se deseja que sejam nos Hotéis. Achamos, apesar de termos adorado tudo, o preço tablado da noite no yurt um bocado caro demais, mas tivemos a sorte de encontrar uma promoção no Odisseia, portanto tudo optimo!

O segundo dia ainda deu para visitar muuuita coisa! Saímos cedinho e fomos em direcção a Gouveia, outra vila onde também não paramos, mas podíamos :p Fomos directos a Folgosinho. É uma vila bem bonita e onde, aqui sim, é obrigatório parar e passear um bocado, e também, se for hora disso, almoçar no Restaurante Albertino, bem famoso por esta zona!

Igreja de Folgosinho

Castelo de Folgosinho

Depois de Folgosinho fomos directos a Linhares da Beira, e aqui sim ficamos pasmados! Uma aldeia antiga, onde todas as casas parecem ter-se mantido intocadas desde tempos passados. Vale a pena vir cá com tempo de deixar-se levar pela tranquilidade destas gentes e pela leveza dos ar que por aqui se respira. O único restaurante da aldeia, e como é o único nem vale a pena dizermos o nome, é também uma excelente opção para um bom e não muito caro almoço!

  

O Castelo de Linhares é um dos Castelos mais bonitos de Portugal, sem dúvida, e monstruoso! Não se sabe bem quando começou a sua construção, mas é muito antigo, talvez desde D. Afonso Henriques, ou até antes.

      

Castelo de Linhares da Beira

Acabou assim o nosso fim de semana pela Serra da Estrela. Se tiverem tempo, temos mais uma sugestão para vos dar: visitem também Loriga. Que seja uma ajuda para as vossas aventuras 😉

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